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Refúgio precioso: A incrível casa de Edoardo Caovilla na Itália

Nos arredores de Veneza, Edoardo Caovilla, diretor de criação e executivo da René Caovilla, apresenta os contrastes entre tradição e modernidade da casa fascinante e imponente da família
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“Quando era jovem, meu pai passava várias vezes por aquela casa maravilhosa, que agora é nossa. Hoje, ele é o dono!”, conta Edoardo Caovilla sobre o lugar onde passou sua infância e onde atualmente vivem seus pais.

Trata-se de uma construção localizada em uma villa magnífica do século 18, em Fiesso d’Artico, na região do Vêneto, nordeste da Itália, que faz divisa com a comuna em que ele nasceu, Dolo. O representante da terceira geração à frente da René Caovilla, considerada a marca de sapatos mais antiga do mundo (foi fundada em 1934), parece encontrar paz a cerca de 240 km de Milão, onde vive com a mulher e os três filhos.

“Aqui continua sendo uma espécie de fuga da vida agitada”, conta ele, que sente a presença da natureza como uma forma de amenizar os impactos do dia a dia no trabalho. “A villa e a fábrica no Vêneto estão rodeadas pelo verde, ao contrário de Milão. Essa é uma enorme diferença. Além disso, os ritmos são completamente diferentes. Mesmo que permaneça muito intenso, o trabalho aqui é tratado com um espírito mais leve”, explica. 

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(Fotos: Divulgação)

E o visual parece realmente trazer essa atmosfera. A entrada tem um túnel verde composto de plantas e segue com jardins, piscina e campo de tênis. Os dois prédios reservam um décor um tanto contrastante. É possível encontrar afrescos originais do século 18 e outras antiguidades combinados a peças modernas. 

 

 

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(Fotos: Divulgação)

E o encontro entre o clássico e o contemporâneo vai além da estética de seu refúgio. A marca fundada pelo avô, também chamado Edoardo Caovilla, atualmente é conhecida por apresentar a equação perfeita para criar sapatos-joia, destacando o fatto a mano como uma das grandes preciosidades da empresa. E isso é apenas um reflexo das suas visões e de seu pai, René, presidente da grife.

“Ele tem um pensamento tradicional e eu sou um viajante do mundo. É uma troca contínua e construtiva de ideias”, fala. Entre os conceitos da marca está a busca pela transformação de formas icônicas em um novo clássico desejável. Se de um lado está o visual dos sapatos ultradecorados e com pitadas de modernidade, do outro se encontra o trabalho das quase 80 pessoas, de idades diferentes, à frente de, pelo menos, 34 etapas da construção de cada peça.

“Todos os sapatos são feitos a mão pelo nosso artesão desde 1929”, explica Edoardo, que ocupa o cargo de diretor criativo e executivo desde 2009, equilibrando o lema “criar o sapato mais belo do mundo”, do seu avô Edoardo, e o conceito de “couture”, surgido com o seu pai.

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(Fotos: Divulgação)

Cerca de 100 mil pares de sapatos com solado “diamante” saem da fábrica, em Fiesso d’Artico. E, diferentemente da época de Audrey Hepburn, grande fã da grife, hoje as it-girls dão um impulso fortíssimo ao conteúdo da René Caovilla.

“Mídias sociais, blogs e influenciadores mudaram o mundo da moda. A fase é de democratização. Agora, graças a eles, todos os clientes têm muito mais conhecimento sobre os produtos e a história do designer”, fala Edoardo, que também conta com celebridades como uma forma de divulgação forte, entre elas as irmãs Hadid, Rihanna e o clã Kardashian.

“Imagine que com o perfil da Gigi Hadid podemos alcançar mais de 40 milhões de seguidores”, diz. E parece que o público jovem tem dado boas respostas à marca. “Além da beleza, que é um fator muito importante, as consumidoras são curiosas e exigentes com a forma como as peças são feitas”, explica ele, que começou um projeto em que a marca ensina as clientes a detectar se um sapato é bem-feito ou não.

“Queremos permitir que as pessoas entendam exatamente as técnicas usadas para fazer cada par. Desde os aspectos físicos até checar se o material e a textura condizem com o que se está pagando”, conta. 

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(Fotos: Divulgação)

Tudo indica que a label procura dar passos consistentes e ampliar sua visibilidade para outros segmentos também. “Estamos desenvolvendo bolsas e joias, que precisam atingir a mesma excelência de qualidade dos sapatos antes de chegarem às prateleiras.”

 

Com a visão de quem cresceu brincando no chão da fábrica da família, ele espera que algum dos seus filhos se apaixone pela marca. “Com certeza, eles terão que mostrar suas capacidades em outras empresas antes de entrar na René Caovilla.” 

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(Fotos: Divulgação)
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(Fotos: Divulgação)
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(Fotos: Divulgação)

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