Ciúme: Saiba identificar quando ele se torna doentio e destrutivo
Quem nunca sentiu ciúmes? O sentimento, motivado pela insegurança, nasce de um medo quase inexplicável de perder a atenção e o interesse da pessoa amada. Mas, ainda que seja uma sensação muito comum, é necessário estar alerta aos sinais de quando ele se torna doentio ou destrutivo. Você saberia identificar?
O sentimento não ocorre só nos relacionamentos amorosos, mas também em relações como irmãos e amigos. Mas, ainda que o ciúme seja considerado algo relativamente comum, é necessário entendê-lo para que seja possível identificar quando ele se torna doentio ou destrutivo. Segundo Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude, ele está relacionado ao desejo de exclusividade. Ou seja, quando situações representam uma ameaça a este desejo, o ciúme é despertado.
O verdadeiro problema se inicia quando acontece uma falta de controle sobre este sentimento. Os extremos da possessividade e da tentativa de controlar o outro são alertas para um tipo de ciúme patológico, que pode beirar o descontrole e ter consequências graves, este sentimento, quando se torna doentio ganha o nome de “Síndrome de Otelo”. Vale lembrar que nem todo mundo que sente ciúme é possessivo, mas todo possessivo é ciumento.
Como manter o autocontrole e driblar o ciúme?
Lidar com o ciúme pode parecer difícil. Talvez seja mesmo algo que cause um certo nível de sofrimento. No entanto, é possível – e necessário – administrar as próprias emoções e fundamental buscar alternativas para driblar esse sentimento sem deixar que ele controle sua vida e suas relações. Tatiana Pimenta selecionou algumas formas de trabalhar este problema.
Reconhecimento do problema
O primeiro passo é perceber o que acontece e se reconhecer como alguém que sente ciúme de maneira desmedida. Seja por orgulho, ou mesmo por falta de compreensão das próprias emoções, algumas pessoas não conseguem assumir seu ciúme, quanto mais aceitar que ele ultrapassa o limite do aceitável. No entanto, esse é um requisito fundamental para não se deixar dominar pela insegurança e pelo medo da perda, sem que haja uma razão verdadeira para isso.
Trabalhar a autoestima
Manter-se fortalecido e com a autoestima elevada fará toda diferença na hora de driblar o ciúme. Para isso, é importante realizar atividades prazerosas, direcionar o foco para tarefas importantes, enfim… sentir-se útil! Que tal iniciar aquele curso que está sendo adiado há tanto tempo? Quando fazemos coisas que gostamos e temos habilidade, percebemos como nossas ações são importantes e isso nos fortalece emocionalmente. Além disso, cuidar da aparência, fazer atividades físicas e alimentar corretamente o corpo e a mente também são formas de elevar a autoestima
Manter um diálogo aberto entre o casal
Se você reconhece seu ciúme, é importante dizer ao parceiro como se sente em determinadas situações. Não se feche acreditando que o outro irá adivinhar o motivo da sua insatisfação. Seja claro ao demonstrar o que lhe deixa desconfortável. Busque se colocar no lugar do outro e acredite que ele está ao seu lado porque escolheu você para amar.
Exercitar a autoconfiança e a confiança no outro
Confiar em si mesmo é requisito para manter longe as consequências desastrosas do ciúme excessivo. Quando reconhecemos nossas qualidade e sabemos que somos dignos do amor e do respeito de nosso parceiro ou parceira, deixamos de ter motivo para tanta insegurança e passamos a confiar mais no outro também.
Quando o ciúme chega a ser destrutivo e prejudica a vida a dois, a ponto de refletir também na individualidade de cada um, é hora de buscar ajuda de um psicólogo.