Alta-costura verão 25: Chanel traz releitura do glamour dos anos 80
Para esta temporada da alta-costura, elementos tradicionais da Maison, como correntes douradas, botões metálicos e bordados minuciosos, foram combinados a detalhes boêmios, criando um equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo.
O desfile de alta-costura da Chanel, realizado no Grand Palais em Paris, celebrou os 110 anos de criatividade e renovação da marca em um cenário impressionante que recriava o famoso logo de Cs interligados. Inspirado no conceito de movimento infinito, o show apresentou uma progressão de tons que transitava do branco e tons pastel suaves até o brilho vibrante de amarelo-sol, lilás, azul escuro e preto. A coleção trouxe uma releitura do glamour dos anos 1980, com ombreiras marcantes, laços volumosos e silhuetas que brincavam com proporções, ao mesmo tempo em que explorava a feminilidade clássica característica da Chanel.
Entre os destaques estavam os tailleurs de tweed renovados, bordados com tons vibrantes como amarelo e vermelho, vestidos fluidos adornados com plumas e capas maximalistas. Elementos tradicionais da Chanel, como correntes douradas, botões metálicos e bordados minuciosos, foram combinados a detalhes boêmios como mangas bufantes e saias amplas, criando um equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo.
O momento mais aguardado foi a entrada da noiva, que veio de vestido curto de tule, com plumas delicadas que adicionavam movimento e uma longa cauda. Complementando o look, um tailleur prateado com acabamento brilhante. Essa noiva jovem, com uma estética leve e futurista, foi um claro aceno ao futuro, simbolizando a renovação constante que está no coração da Chanel e também um aceno ao passado, com as noivas irreverentes já criadas por Lagerfeld.
O desfile também foi um marco na transição criativa da Chanel, entre a saída de Virginie Viard e a chegada de Matthieu Blazy, que assumirá como diretor criativo no final do ano. Vale destacar que a Chanel é a mais antiga casa de alta-costura ainda em atividade, preservando seu savoir-faire e renovando-se continuamente desde sua fundação por Gabrielle Chanel em 1915. A atriz Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar por seu papel em “Ainda Estou Aqui”, foi um dos destaques da primeira fila do desfile, usando vestido preto da marca.