Chloé: Gabriela Hearst se despede da direção criativa da maison
Com trilha sonora brasileira - e ao vivo - Gabriela Hearst se despede da Chloé e apresenta seu último desfile.
A despedida de Gabriela Hearst da Chloé foi ao som alegre da Mangueira. A diretora criativa convidou músicos, passistas e porta-bandeira para uma apresentação no final do desfile, na semana de moda de Paris. Para ela, a escola de samba carioca abriu caminho para a igualdade de gênero na comunidade do samba ao oferecer um espaço para a participação feminina – no carnaval deste ano, a Mangueira teve 12 mulheres na bateria. No texto sobre o desfile, Gabriela conta que se lembra de assistir ao Carnaval do Rio “como se fosse uma partida de futebol”. Os sons da Mangueira funcionaram como uma celebração pessoal da paixão e criatividade que ela quis levar para Chloé. Nesta coleção verão 2024, a estilista também fala de como a consciência é o caminho para o conhecimento. E aqui ela está se referindo, particularmente, às ações ambientais. Para ela, a consciência é o quarto ingrediente para alcançar o sucesso climático. Suas últimas três coleções para a Maison foram organizadas em capítulos, cada um focando numa solução climática: regeneração (Outono-Inverno 2022), energia limpa (Primavera-Verão 2023) e liderança feminina (Outono-Inverno 2023). Agora, explora o poder da ação individual como forma de defesa ambiental. Na coleção, por exemplo, entraram tecidos de baixo impacto. Gabriela aposta, ainda, em botânica como inspiração para as peças. Da flor copo-de-leite vieram as linhas curvas de uma saia e o zíper sinuoso de uma jaqueta de couro, enquanto orquídeas foram referência para costuras curvas, recortes e mangas balão. Fivelas de cerâmica lembram buganvílias, babados surgem como pétalas e aplicações de flores brotam de vestidos. É uma coleção é bem feminina, mas não romântica como o tema pode sugerir. As silhuetas são contemporâneas e clean, tendo como ponto importante a alfaiataria soft.