Pablo Morais lança novo álbum e conversa com a L'Officiel
"A música me coloca num lugar onde consigo me conectar com meu eu interior'', declara Pablo Morais em bate-papo exclusivo
Pablo Morais lançou recentemente o álbum “Rock Santo”, que está disponível em todas as plataformas digitais. O novo trabalho do artista é repleto de estilo, personalidade e apresenta toda sua multiplicidade. O álbum foi desenvolvido em um estúdio caseiro construído pelo cantor e seus amigos, e totalmente elaborado durante a pandemia do novo coronavírus.
As 10 composições são autorais, retratam algumas questões do nosso país, a inserção de artistas de periferia nas artes e uma análise crítica ao sistema social em que vivemos. O lançamento veio acompanhado de um clipe que recebeu o nome de “Chama o Spike”, homenagem de Pablo aos seus dois cachorros da raça Jack Russel, Spike e Scott.
Quais suas inspirações para o projeto musical?
"A minha principal inspiração é a minha mudança da periferia de Goiânia (bairro Santo Hilário) para o Rio de Janeiro. O que inclui uma vida de arte, glamour, dificuldades e alegrias... escrevo sobre isso desde a minha primeira música, A BOLA NÃO CAI, que gravei com participação de Seu Jorge quando eu tinha 18 anos.(Produção de Vennus Brown e Mário Caldato). Eu escrevo crônicas sobre o cotidiano, sobre minha vida, onde estou, da onde eu vim, e aonde eu quero chegar e também me inspiro em trazer a representatividade da periferia pro mundo da indústria da arte."
Qual a importância da música na sua vida?
"A música tem a capacidade de afagar e eternizar momentos e pessoas. A música me coloca num lugar onde consigo me conectar com meu Eu interior, sem máscaras, puro, o Pablo de Goiânia que mudou para o Rio e está construindo uma carreira na arte. A música me aproxima de pessoas que admiro e sou fã como Marina Lima, Seu Jorge, Otto, Davi Morais, Dj Cia... isso pra mim é mágico e muito importante na minha vida. É um crescimento artístico poder trocar experiências musicais com esses cantores que sempre admirei de longe quando morava em Goiânia e agora fazem parte do meu crescimento musical."
Como é conciliar a carreira de ator e músico?
"Comecei minha carreira artística no grupo "Nos do morro", no Vidigal. Fiz teatro e depois fui pra NY começar minha carreira de modelo. Cheguei a morar 2 meses lá, mas nesse meio tempo surgiu um teste da série Subúrbia (Luiz Fernando Carvalho) da Rede Globo. Passei no teste e voltei a morar no Rio de Janeiro pra gravar. Depois fiz mais algumas novelas na Globo (Sangue Bom, Velho Chico, Sol Nascente, Malhação e Segundo Sol) também continuei modelando quando dava para conciliar com as gravações. Meu trabalho musical é autoral, independente e todo dinheiro que ganho com moda e como ator eu invisto nos meus projetos musicais. Para mim tudo é expressão e uma interpretação de algum fato ou drama. Então eu me divertido e acaba ficando fácil e prazeroso.
Qual a sua maior inspiração?
"O Amor - só amor pode libertar. Como dizia o meu saudoso Moraes Moreira: "Eu sou amor da cabeça aos pés".
Aproveitou o isolamento da quarentena para colocar a ideia em ação?
"Exato, construí junto com meus amigos um estúdio em casa com acústica, equipamentos profissionais para poder fazer um som profissional e logo depois veio a pandemia, foi perfeito, obrigado Deus por poder fazer música."
Quais são seus planos para o futuro?
"Tenho muitos projetos! Estou para voltar a Gravar Genesis (Record) que eu interpreto Ninrode, o idealizador da torre de Babel e fazendo preparação (pelo Zoon) para o longa metragem "O meu sangue ferve por você", que fala da vida do Sidney Magal e tem direção de Paulo Machiline. Também estou preparando meu Show e estou envolvido em projetos e feats musicais que estão sendo preparados."
Conte um pouco sobre o estilo do som, o vídeo, o projeto...
"Eu tento me manter na minha base, o rap, mas gosto também de trafegar em todos os universos musicais, já tive até uma banda de Rock Maracatu. Eu tento e foco em criar atmosferas, mensagens visuais. Performance é o que me faz feliz. Quero contar histórias reais, então o gênero o estilo acaba sendo chave para eu abrir possibilidade sonoras e visuais que são muito particulares. Sou do rock, do samba, do funk, do rap, do pop, do reggae, do jazz, do blues, do xaxado do forró e do trap. Então não posso ignorar nada disso e sigo tentando ser honesto com minhas referências musicais e ter um estilo cigano e livre"