Jackie Kennedy: o que aconteceu com o seu tailleur rosa?
Desvendamos o paradeiro da icônica peça que foi usada pela ex primeira-dama dos Estados Unidos, Jackie Kennedy, no dia do assassinato do seu marido, o Presidente John Kennedy
A moda é muito além de roupas e tendências: ela é política, é cultura, é arte e, claro, história. Uma peça pode revelar todos os costumes de uma época ou até marcar acontecimentos inesquecíveis, se tornando documentos de narrativas -- seja, por exemplo, o vestido de casamento da Princesa Diana ou até o vestido preto que Marilyn Monroe usou no seu divórcio. Um desses ícones com certeza é o tailleur rosa Chanel usado por Jacqueline Kennedy quando seu marido foi assassinado.
O conjunto de terninho e saia de lã rosa é um design da coleção de Outono/Inverno de 1961 da maison Chanel, que na época era comandada pela própria Coco Chanel. Na época, a grife já era sinônimo de sofisticação da mulher moderna e Jackie já havia sido vista usando a peça algumas vezes antes do fatídico dia 22 de novembro de 1963, quando esteve ao lado do seu marido em um comício em Dallas, Texas.
A roupa era supostamente a favorita do próprio presidente, que havia pedido que ela a usasse no dia do comício de Dallas. Uma curiosidade interessante é que, embora o desenho fosse da Chanel, a peça em si foi montada e costurada para a primeira-dama em Nova York pela boutique Chez Ninon, em Nova York, com tecidos, botões e acabamentos enviados diretamente do ateliê da Chanel em Paris. Isso se devia à posição política de Kennedy - na época, só era aceitável que as primeiras-damas fossem vistas em roupas americanas.
Após os tiros disparados contra o presidente, que estava em um carro conversível, o sangue dos ferimentos penetrou no tweed de Jackie, que se recusou a remover a roupa ensopada de sangue ao chegar ao hospital. Ela inclusive deu uma entrevista ao vivo ainda com a peça suja. Foi só na manhã seguinte que ela finalmente removeu o conjunto manchado.
Hoje em dia, o paradeiro dos acessórios como o chapéu e as luvas que ela usava no dia ainda é desconhecido do público. Mas o traje completo permanece preservado no Arquivo Nacional Americano, junto com as meias, sapatos e bolsa que ela usou naquele dia. Mas ninguém poderá vê-lo até o ano de 2103!
Isso mesmo! Todos os itens relacionados à trágica morte foram doados ao Arquivo Nacional pela única filha viva dos Kennedys, Caroline, em 2003, com o pedido de que não fosse exibido porque poderia "desonrar a memória" de seus pais. Caroline, 62 anos, também disse que não queria que ele fosse um lembrete da morte trágica de seu pai ou causasse, ou sofrimento aos membro da família.
O conjunto possui um extremo significado emocional e histórico!