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Abdômen: desafios e estratégias para exibir o tanquinho

Gordura localizada, excesso de pele e flacidez… Esses são apenas alguns fatores que podem dificultar o alcance do tão sonhado ''abdômen trincado''.

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Foto: Reprodução/Instagram @sabinasocol

A busca pelo abdômen definido é um fato indiscutível na vida de muitas pessoas - estas que enfrentam pelo menos três obstáculos no caminho: flacidez da camada muscular, frouxidão de pele e/ou gordura localizada (sem contar, é claro, outros fatores comuns como a falta de ânimo, disposição para treinar todos os dias e constância para fazer dieta).

Entre todos esses desafios, o acúmulo de gordura é o "problema" mais comum. Segundo a Dra. Deborah Beranger, endocrinologista, com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ) e pós-graduação em Terapia Intensiva na Faculdade Redentor/AMIB, o desequilíbrio hormonal pode mostrar onde um paciente acumula mais gordura. As pessoas que têm cortisol (o famoso hormônio do estresse) alto, uma vida muito estressante, muita correria, que dormem mal, tendem a acumular gordura mais no abdômen, além de apresentarem um risco maior de infarto e de AVC. 

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Assim, se adequar a uma dieta é preciso. Para a Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), os alimentos que mais contribuem para o aumento da gordura abdominal são os que aumentam os níveis de glicose e insulina, como os açúcar e carboidratos refinados, quando consumidos em excesso. Também aqueles que são ricos em gorduras saturadas e modificadas como as gorduras.

Segundo a nutróloga, é imprescindível para o emagrecimento que ocorra o déficit calórico, ou seja, consumir menos energia do que se gasta. “Existem várias fórmulas para calcular o gasto energético basal, vários equipamentos, programas e aplicativos as fazem com dados simples das pessoas, como idade, altura e peso. Os fatores que influenciam no déficit calórico são o gasto metabólico basal, peso, altura, idade, massa muscular, atividades diárias e prática de exercícios físicos”, diz a médica. “Sem balanço negativo, não ocorre perda de peso. O cálculo de calorias para perder peso é individual e vários fatores interferem. Mas uma redução de 300 a 1000 Kcal ao dia, a depender de todos os fatores citados, aliada a prática de atividade física é suficiente para a maioria das pessoas reduzirem o peso”, explica.

Os exercícios também ajudam, segundo a Dra. Deborah. “Quanto mais exercício físico você faz, por exemplo o exercício físico resistido para acúmulo de massa muscular, que faz com que você queime mais caloria, mais gordura abdominal você perde. Mas também precisamos melhorar o estilo de vida e a qualidade da alimentação, reduzir o consumo de álcool e gorduras, evitar tabagismo e alimentos processados e ultraprocessados, aumentar a atividade física e cuidar do nosso padrão de sono. Reduzir o nosso nível de estresse também ajuda; tente meditações, melhorar a relação no trabalho e incluir atividades de lazer”, completa a endocrinologista. Porém, exibir músculos na região do abdômen é uma tarefa complicada: o emagrecimento, que é só uma etapa do processo, pode resultar em flacidez de pele e nem sempre é fácil definir o músculo do abdômen na academia. Assim, os tratamentos estéticos e cirúrgicos podem ajudar. “Cada camada do abdômen exige um tratamento específico, com ação local no músculo, na gordura localizada ou na pele. E, na grande maioria dos casos, precisamos tratar mais de uma camada, o que pode ser feito através da associação de procedimentos com excelentes resultados. Mas a avaliação é sempre individual”, destaca a Dra. Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS. Abaixo, entenda os principais tratamentos para a região:



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Morpheus 8: Segundo o dermatologista Dr. Renato Soriani, expert em tecnologias dermatológicas e criador da técnica MD Morpheus, usada no mundo todo, o procedimento pode ser feito com o objetivo de reduzir gordura e aumentar a firmeza da pele, o que melhora a exibição dos músculos. “Morpheus é uma radiofrequência microagulhada de alta performance. Ela atua através do remodelamento do colágeno e da gordura, em todas as regiões do corpo. A sua aplicação multidimensional (MD Morpheus) é capaz de otimizar ainda mais os seus resultados; são recomendadas 3 a 5 sessões com intervalos médios de 45 a 60 dias; os resultados podem ser mantidos por 12 a 24 meses”, explica o médico. No procedimento, as microagulhas ‘furam’ o tecido superficial da pele e liberam radiofrequência nas camadas mais profundas, ajudando a reduzir gordura e estimular colágeno, dependendo da profundidade das microagulhas.

 

Abdominoplastia: Segundo o cirurgião plástico Dr. Tácito Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a abdominoplastia pode ajudar em casos em que há excesso de pele impedindo a visualização dos músculos. "Nesse caso, o indicado é abdominoplastia, um procedimento que corrige a flacidez de pele associada ou não à flacidez da musculatura da parede abdominal e pode atuar também na gordura localizada da região”, explica o cirurgião plástico. O médico explica que uma abdominoplastia é realizada sob anestesia geral e normalmente leva entre duas a quatro horas, dependendo da extensão do procedimento. O cirurgião faz uma incisão que permite a retirada do excesso de pele e gordura ao mesmo tempo em que aproxima e sutura os músculos abdominais. “A pele ao redor do umbigo também será remodelada durante uma abdominoplastia completa”, diz o cirurgião plástico Dr. Tácito Ferreira.

 

Lipoaspiração UGraft: Essa é outra opção para diminuir gordura e melhor definir o abdômen e combina a famosa lipoaspiração (para remoção da gordura) com a lipoenxertia (aproveitamento da gordura removida em sua forma injetável). “A transferência de gordura guiada por ultrassom (UGraft) é feita em conjunto com a lipoaspiração. Em suma, é um procedimento para retirada de gordura localizada de um local e a sua transferência para o tecido muscular. Com isso, há uma hipertrofia (aumento) natural desse músculo, redesenhando o abdômen para um porte mais atlético”, explica o cirurgião plástico Dr. Daniel Botelho, presidente da BAPS (Brazilian Association of Plastic Surgeons). A novidade consegue melhorar a definição muscular do abdômen. Segundo a BAPS, o procedimento deve ser feito em ambiente hospitalar e, durante a cirurgia, no centro cirúrgico, um aparelho de ultrassom é usado para identificar o grupo muscular (normalmente no reto abdominal) que se quer realçar. 

 

Eletroestimulação muscular: A remodelação corporal, com redução de gordura e construção de músculos, pode ser feita com a técnica de HIFEM+. Segundo a Dra. Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS, a tecnologia do EmSculpt Neo, aparelho de body shaping não invasivo, atua com benefícios de queima de gordura e hipertrofia do músculo através do tratamento. “A tecnologia Emsculpt Neo emite simultaneamente ao estímulo muscular da tecnologia HIFEM (campo eletromagnético focalizado de alta intensidade) a radiofrequência sincronizada, responsável por atuar na diminuição das células de gordura. O resultado dessa união de duas energias reflete na maior queima de gordura e maior crescimento muscular do que qualquer outro procedimento, tudo isso de maneira mais rápida e menos custosa. A tecnologia HIFEM+ contrai as fibras musculares em intensidades que não são alcançáveis durante os exercícios físicos voluntários”, explica a Dra. Cláudia Merlo. Estudos clínicos mostram, em média, uma redução de 30% de gordura subcutânea. “Procure sempre um médico para a melhor indicação”, finaliza a especialista.

 

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