SPFW n53: À La Garçonne apresenta coleção no primeiro dia de evento
Entre sombras e luz, a À La Garçonne apresenta sua nova coleção no primeiro dia de SPFW n53. Confira todos os detalhes!
Primeiro show do SPFW, a À La Garçonne abriu as portas do salão cultural da FAAP para ocupar um tablado amplo de luz e sombras — desfilando de costas para exposição que pensa sobre o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, feito dedicatória secreta escondida na parte de trás das molduras. O jogo pesado de luz e sombras reflete a coleção, feita quase toda em preto e branco — mas abrindo espaço para um camelo full look solitário mais verdes-militares no masculino, além de azuis acetinados em peças oversized e um vestido esmeralda lânguido, que encerrou o desfile tal qual um ideal contemporâneo de Anita Malfatti pronta para, de costas nuas, reinaugurar suas telas. O mood é urbano — como costumeiro da marca — mas pesa ainda mais na mistura de streetwear, festa e alfaiataria; três conceitos que, para a moda de hoje e também a da À La Garçonne, não têm mais motivo para andarem separados. Isso dá assunto para as camisarias frescas e semitransparentes, que se abrem em longos e chemises; e dos códigos de alfaiataria, que ora geram poderosos vestidos sem alças, ora coletes cropped usados com calças jogging. Como diz o meme que virou ditado: o mix de universos está aí, cai quem quer. Para os fãs hardcore da marca (e de Alexandre Herchcovitch), vêm as referências ao uso de refs da lingerie, a iconografia de corda reaparece em bonitos matelassados e — quer falar sobre peças-desejo? — jaquetas de couro carregam desenhos de esqueletos da caixa-toráxica em P&B. Outros pontos altos: os vestidos coluna que se derretem sobre o corpo e as calças, amplas e confortáveis.