Pequena Lo: “Eu já passei por poucas e boas nessa vida”
Fenômeno da internet, Pequena Lo lança o seu primeiro livro “Na Dúvida, Escolha Ser Feliz” e conta detalhes de sua história para a L’Officiel Brasil
Lorrane ou Pequena Lo, como tornou-se conhecida, é uma jovem de 27 anos que conquistou o Brasil com os seus vídeos de comédia na internet, e hoje, tem um lugar para chamar de seu na conceituada lista Forbes Under 30.
A influenciadora — que além de tudo, também é psicóloga! — está em uma fase importantíssima de sua carreira, lançando o seu primeiro livro “Na Dúvida, Escolha Ser Feliz”. Nele, Pequena Lo compartilha com os seus fãs, detalhes de sua jornada, desde a sua infância até a sua transformação em um fenômeno das redes sociais. Além disso, Lorrane aproveita para destacar a importância de seu papel como ativista no direito das pessoas com deficiência.
Aprofundando-se em diferentes áreas de sua vida, Pequena Lo explora também os desafios que enfrentou com a sua “Síndrome do Impostor”, bem como a “Síndrome de Burnout”, com a qual foi diagnosticada devido ao trabalho extremo. Em sua entrevista para a L’Officiel Brasil, ela fala sobre o início de tudo, como lida com a fama, a relação que tem com sua mãe e muito mais! Confira:
L’OFFICIEL Como surgiu o seu interesse por produzir conteúdo? Sempre foi uma pessoa comunicativa?
PL: Isso com certeza. Desde que me conheço por gente sou uma pessoa que fala muito e que gosta de fazer as pessoas que estão próximas a mim rirem. Eu comecei a produzir conteúdo, na verdade, por incentivo de um primo meu. Como comentei, sempre fui essa pessoa na galera que é brincalhona e diverte o pessoal, então ele sugeriu que eu começasse a gravar para a internet. Na época, eu comecei no YouTube e foi lá que surgiu a Pequena Lo que hoje o público conhece mais pelas outras redes sociais.
L’OFFICIEL Você dormiu um dia como Lorrane e no outro, acordou como a Pequena Lo. Como lidou com a fama? Foi difícil no início?
PL: Eu diria que foi um choque, porque não tínhamos dimensão do alcance que os vídeos tinham tomado. Antes da pandemia eu já tinha tido alguns vídeos virais, mas nada comparado com a virada de chave que rolou em 2020/21. A princípio estávamos todos na quarentena, então esse retorno do público foi muito por meio das minhas redes, só depois que fui ter esse contato pessoalmente. Lembro que na época foi difícil sim, porque comecei a me cobrar muito com toda a questão de produtividade, até comento no meu livro que tive síndrome do Impostor e de Burnout, questões que lidei com a terapia.
L’OFFICIEL Você tem displasia óssea e, sem dúvidas, se joga no mundo para aproveitar momentos, experiências e oportunidades. Sempre teve essa abertura para viver a vida ou isso surgiu com o passar do tempo?
PL: Graças aos meus pais eu sempre vivi tudo que tive vontade nessa vida, a minha deficiência nunca foi um impeditivo para que eu deixasse de aproveitar algo que eu quisesse. Quando terminei a escola e entrei para a faculdade, por exemplo, saí de casa para morar em Uberaba, onde dividi um apartamento com amigas e, por mais preocupados que meus pais tenham ficado, nunca deixaram de me apoiar e me encorajar a seguir meus sonhos.
L’OFFICIEL Além de humorista, você também é psicóloga! Como acha que a sua profissão inicial te ajudou a falar com o seu público?
PL: Eu acho que a comunicação e a psicologia andam lado a lado. Eu sempre tive para mim que o objetivo do meu conteúdo, mesmo que em forma de humor, era de me aproximar das pessoas e falar sobre situações que de fato passamos, narrativa esta que também escolhi para o livro. Grande parte das inspirações para os meus conteúdos vêm de coisas que já aconteceram comigo ou coisas que eu vi acontecendo com outras pessoas, jeitos de falar, de reagir a algo, até de se mover. Então quando falamos de comportamento humano, já estamos falando de psicologia.
L’OFFICIEL O que podemos esperar do seu livro “Na Dúvida, Escolha Ser Feliz”?
PL: Podem esperar uma Lo mais vulnerável, com histórias mais detalhadas de cada fase da minha vida, mas também uma linguagem descontraída que é a forma como eu me comunico com o meu público. O livro em si, assim como os meus conteúdos nas redes, busca trazer uma identificação ao leitor, com passagens pela minha infância em Araxá, época universitária em que eu curtia muito com meus amigos e a virada de chave que transformou a Lorrane em Pequena Lô, além de diversas aventuras que já vivi por esse Brasilzão.
L’OFFICIEL No livro você fala de assuntos atuais, como quando você enfrentou a “Síndrome do Impostor”, caracterizada pela insegurança na própria capacidade e o Burnout, síndrome que gera esgotamento por situações de trabalho extremas. Como você fez para superar esses momentos? E hoje, como cuida da sua saúde mental?
PL: Lidei com muita terapia e assim sigo até hoje cuidando da minha saúde. Acredito que durante a pandemia muitas pessoas tenham passado por momentos de exaustão e demais problemas psicológicos e comigo não foi diferente. Quando senti que isso estava me afetando busquei ajuda profissional, mas também tive uma rede de apoio muito valiosa com a minha família e amigos, algo que é muito importante para mim.
L’OFFICIEL Sua mãe sempre acompanhou a sua carreira de perto. Qual dica daria para manter uma relação de mãe e filha saudável, mesmo quando ela se estende à vida profissional?
PL: Minha mãe é de longe a minha melhor amiga. Ela é provavelmente a pessoa que mais me conhece no mundo, é com quem compartilho meus segredos, alegrias, tristezas e todos os momentos dessa vida maluca. Não acho que tenha uma receita mágica para uma boa relação, pois cada uma é única, mas para nós o que funciona é a cumplicidade, confiança e respeito, além da vontade de estarmos sempre juntas.
L’OFFICIEL Uma coisa que ninguém sabe sobre você:
PL: Eu já passei por poucas e boas nessa vida, mas as duas últimas cirurgias que realizei na infância me causaram muito medo. Eu abro isso pela primeira vez no meu livro. Foi um momento em que passei a ter crises de pânico, acompanhadas do medo de morrer. Foi também o momento em que mais me apeguei à espiritualidade que via na minha avó, que foi meu porto seguro em muitos momentos.
L’OFFICIEL Uma famosa em que você se inspira:
PL: Eu sou muito fã da Tatá Werneck, amo a forma que ela faz humor e leva alegria para as pessoas.
L’OFFICIEL Qual o produto de beleza você não abre mão?
PL: Os produtinhos de skincare e meus perfumes, com certeza.
L’OFFICIEL O que não sai da sua geladeira?
PL: Da minha geladeira eu não sei, mas do meu armário com certeza é o café. Não vivo sem.
L’OFFICIEL Defina a Lorrane em 3 palavras:
PL: Espontânea, família, amiga.