Hermès apresenta coleção de Outono 2021 na PFW
Menos sobre modinhas e mais sobre adaptar a excelência dos seus ateliês tradicionais em costura
Desde quando foi contratada como diretora artística da Hermès, em 2014, a francesa Nadège Vanhee-Cybulski tem se esforçado para trazer a casa cada vez mais para as suas raízes. A estilista não é tão afeita a acompanhar os grandes movimentos da moda. O que é uma vantagem em uma marca tradicionalista como a Hermès, que segura firme nos seus códigos para atender a um público fiel: suas coleções são menos sobre modinhas e mais sobre adaptar a excelência dos seus ateliês de costura e (principalmente) do trato do couro às vontades contemporâneas. Para este inverno 2021, o vídeo de apresentação passeou por Nova York, Paris e Xangai, mesclando o desfile tradicional com abertura e encerramento de performances de dança contemporânea. Tudo para simbolizar o “movimento” que é a palavra-chave escolhida por Nadège para a temporada. Apesar de manter a silhueta desenhada, nada ali é feito para tolher a liberdade do corpo: as calças são retas, os vestidos, confortáveis, e os casacos — que mantêm um olho na estética safári — não aprisionam. É sobre conforto mas, claro, é muito sobre as diferentes matérias-primas que a estilista tem à disposição nos clássicos ateliês da Hermès: couros de pesos e beneficiamentos variados, sedas e uma série de jeans sem lavagem.
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