De Dior à Jil Sander: confira o quarto dia de Paris Fashion Week
Com set list potente, veja todos os detalhes do quarto dia da temporada Fall Winter 22 na Paris Fashion Week
O dia ferveu em Paris, com set list potente. Dior, para muitos a grife símbolo da França, Dries Van Noten e sua modernidade provocativa e Isabel Marant foram alguns dos destaques do quarto dia de desfiles.
Os trabalhos começaram com três segundos de Courrèges na pegada hip-hop (2/3 dos shows tiveram inspiração em alguma cena do street) e seguiram com grifes como Juun.J, que insistiu nos modelitos pretos, com muito matelassê e alfaiataria rocker. Isabel Marant buscou energia no movimento grunge (já vimos isso em Milão), com xadrez, combinações desconexas, coloridos vibrantes aliados ao cáqui e ilustras monocromáticas. Outra grife do Oriente poderosa é a Maison Mihara Yasuhiro, que encenou o golpe “boa noite, Cinderela” com banda tocando ska ao vivo. Sonho ou realidade, os olhos encararam as silhuetas pulsantes do japonismo, com tons de média intensidade, caimentos redimensionados (cinturas nas alturas, golas distorcidas e barras desfiadas), sobreposições de texturas (couro, jeans, alfaiataria, náilon, moletom, tricôs...) e rasgados milimetricamente planejados.
Dries Van Noten
Maison Mihara Yasuhiro
A China surpreendeu de novo com a Ziggy Chen, de Xangai. Superatual, a marca fez o dever de casa ao transformar as roupas básicas em uma espécie de alta-costura pop, com recortes complexos, lavagens alternativas e configurações utópicas. E a apresentação, assinada pelo diretor criativo Alessandro Tinelli, causou frio na espinha ao se debruçar sobre uma das facetas da loucura. A alemã GmbH abandonou o conservadorismo no terceiro look e adotou o pluralismo para montar a sua alfaiataria transgênera e escultural.
Jil Sander veio com rendas tem 3-D, grafismos e estampas digitais. Os sobretudos com desenhos feitos em nanquim dão elegância ao conjunto, assim como os entretons usados com sabedoria. Dries Van Noten sacou as tramas da tapeçaria e os croquis dos anos 1990 para dar forma à sua coleção. Bombers de matelassê, ombreiras expostas, plumas coloridas e um toque sexy (e bem LGBTQia+ endossam o ineditismo da grife belga.
GmbH
Verdade seja dita, a moda jamais seria a moda sem Dior. Classuda, a grife transportou a essência francesa de seu DNA para ternos incrivelmente elegantes, além de pontuar peças com brilhos sutis, estamparia inspirada na azulejaria lusitana e acessórios indispensáveis, como boinas e bolsas. Casacos, jaquetas, trench-coats e malhas em tonalidades neutras (cinza-claro, bege, rosinha e azul-bebê) – as favoritas de Kim Jones para o momento – mostram mais uma vez que dá para ditar tendência sem rasgar seda demais. As jaquetas cropped em estilo militar, os paletós ampulhetas e o animal print têm tudo para ganhar a temporada.
Dior