Putin: conheça o palácio de R$ 7 bilhões do presidente russo
A propriedade na cidade turística de Gelendzhi, na costa do Mar Negro, foi construída com fundos ilícitos, segundo opositor do presidente russo.
O presidente Vladimir Putin teve sua vida privada exposta em 2021 por uma reportagem investigativa de Alexei Navalny, uma das principais figuras de oposição a Rússia, que afirmou que Putin gastou fundos bilionários de forma ilícita em um palácio localizado no Mar Negro. Em um vídeo, que foi postado no Youtube pela equipe de Alexei após o mesmo ser preso em janeiro do ano passado, é possível ver a propriedade que custou cerca de US$ 1,37 bilhão (R$ 6,7 bilhões) e foi paga "com o maior suborno da história", segundo Navalny.
Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, considerou as afirmações "pura tolice" e negou as acusações na época, que afirmavam que funcionários do governo estavam protegendo um vasto complexo de palácios na costa do Mar Negro e que a gigantesca área pertencesse ao presidente Vladimir Putin.
Alexei Navalny mostrou em sua reportagem a propriedade em que afirma ter sido construída com fundos ilegais fornecidos por membros do círculo íntimo de Putin, incluindo oligarcas do petróleo e bilionários. Navalny alega que o Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB) possui cerca de 70 km² de terreno ao redor da residência privada.
A reportagem investigativa descreve vários detalhes da propriedade e conta que ali haveria um cassino, igreja, casa de chá, diversas casas de hóspedes, um complexo de hóquei no gelo subterrâneo e um vinhedo. "Tem cercas inexpugnáveis, seu próprio porto, sua própria segurança, uma igreja, seu próprio sistema de segurança, uma zona de exclusão aérea e até mesmo seu próprio posto de controle de fronteira. É um Estado separado dentro da Rússia", acrescenta. "E nesse Estado existe um único czar insubstituível: Putin", diz Navalny no vídeo.