Polêmicas da moda em 2019, descubra quais foram!
Não podemos negar, 2019 foi um ano repleto de polêmicas no mundo da moda. Com consumidores cada vez mais conscientes e com suas vozes mais ativas, as marcas precisam cada vez mais ter cuidado com seu diálogo, e com as diversas interpretações que ele pode gerar. Confira as principais polêmicas do ano!
Gucci foi acusada de apropriação cultural - duas vezes
2019 foi um ano cheio de polêmicas para a Gucci, isto porque seus designs foram acusados duas vezes de apropriação cultural, em fevereiro e em maio. O primeiro caso aconteceu com a sua coleção de outono 2018, quando a grife lançou um suéter de estilo balaclava, entretanto, por ter todo o modelo preto com o contorno da boca vermelho, foi acusado de blackface.
O caso ganhou rapidamente as redes sociais, incluindo Dan Dapper, que é um colaborador próximo da Gucci que afirmou “sou negro antes de ser uma marca. Outra casa fashion errou escandalosamente”.
Sobre o caso a Gucci se desculpou em seu Twitter e até seu CEO, Marco Bizzarri, se manifestou, afirmando que isso se deu à ignorância sobre o assunto, que não havia sido intencional, mas que isso não era desculpas. “ Nós cometemos erros, e alguns são piores que outros porque ofendem as pessoas. A falta de conhecimento da diversidade e o consequente entendimento não estão no nível esperado, apesar de todos os esforços que fizemos na empresa nos últimos quatro anos.”
Depois deste caso a grife passou a adotar medidas para promover diversidade cultural e conscientização, além disso, Marco e Dan Dapper iriam se reunir, junto a outros representantes do Harlem, para receber ideias e garantir conscientização para a Gucci.
Mas, poucos meses depois o segundo caso aconteceu, quando a empresa lançou o Indy Full Turban, o que foi considerado ofensivo à comunidade sikh. A peça fazia parte da mesma coleção que o suéter, e teve seu nome alterado para Indy Full Head Wrap antes de ser tirado de circulação. A Gucci não se manifestou sobre o caso.
Louis Vuitton lançou coleção homenageando Michael Jackson
A coleção masculina de outono 2019 da Louis Vuitton se tornou alvo de grandes polêmicas, pois foi uma grande homenagem a Michael Jackson. E apenas uma semana depois do desfile, a HBO lançou um documentário “Leaving Neverland” acusando o cantor de agressão sexual infantil.
A marca afirmou não ter conhecimento do documentário antes do desfile e Michael Burke, CEO da grife afirmou “Achamos as alegações no documentário profundamente perturbadoras. A segurança e o bem-estar das crianças são de extrema importância para a Louis Vuitton. Estamos totalmente comprometidos em defender essa causa.”
Marca de shapewear de Kim Kardashian é acusada de apropriação cultural - antes mesmo de ser lançada
Kim Kardashian não é nova no mundo das polêmicas, então não foi exatamente uma surpresa quando a empresária foi alvo de fortes críticas quanto ao nome de sua linha de shapewear, em junho. Inicialmente, a marca seria chamada de Kimono, entretanto, foi considerada apropriação cultural, chegando a receber uma carta aberta da prefeita de Kyoto Daisaku Kadokawa, pedindo para que ela largasse a marca.
Apenas dois meses depois, Kardashian anunciou que o nome tinha sido alterado e agora se chamaria SKIMS. A marca foi lançada em setembro e foi um total sucesso, batendo recorde no ramo.
Nike lança manequim em tamanho plus size e divide opiniões
Em junho a loja da Nike na Oxford Street ganhou um novo manequim, plus size. Entretanto, ainda que muitos fãs da empresa tenham elogiado a iniciativa, alegando que é um passo para a inclusão, outras pessoas afirmaram que é a marca está promovendo a obesidade.
Mindy Grossman, ex chefe global de vestuário da empresa comentou em sua conta de Linkedin “[Estou] com raiva por causa daqueles que estão tão equivocados ao dizer que ter manequins maiores está contribuindo para a obesidade - sério? - e resoluto, pois realmente acredito que o que eles estão fazendo com sua expansão de tamanho e visualização com seus manequins é exatamente o que é necessário em nossa sociedade".