Philip Plein abre loja no Rio e anuncia endereço em São Paulo
No ano que vem, Philip Plein abre a Plein Sport, que traz visual mais esportivo e materiais veganos em São Paulo, e mais um ou dois pontos de outlet
Philipp Plein estudou Direito e começou na área de design criando móveis. A moda surgiu por acaso e seu olhar empreendedor abriu caminhos. “Quando comecei nessa área, entendi que há apenas uma pequena chance de ter sucesso. É uma indústria multibilionária dominada por alguns dos grandes players do mercado”, analisa. Mesmo sem estar ligado a um grande grupo, Plein vem construindo desde 2004 uma holding que abraça também as marcas, Plein Sport e Billionaire, perfumaria, incursão no metaverso com o Museum of NFT and Arts (M.O.N.A.) e, agora, a expansão da marca que leva seu nome para o México e América Latina, começando pela inauguração da primeira loja brasileira, na última sexta-feira, no Rio de Janeiro.
Plein conta que começou a se interessar pelo mercado nacional há 12 anos. Na época, visitou a capital carioca e São Paulo, mas não identificou potencial. “As altas taxas de importação não permitem que as marcas realmente tenham sucesso aqui. A política é clara. Quero dizer, você quer proteger seu mercado local”, comenta o designer e empresário alemão, ponderando que o produto custa 60% a mais do que na Europa. “Mas as pessoas aqui não ganham 60% mais do que na Europa. Não é justo”, pondera, acrescentando que diminuiu a margem de lucro para que suas coleções fiquem apenas 30% mais caras do que na Europa e 10% acima do que é praticado nos Estados Unidos.
Ainda que as regras de importação não tenham mudado, agora com o filho (Romeo, de nove anos) morando aqui com a mãe (sua ex-mulher é brasileira), ele explica que encontrou uma motivação a mais para retomar o interesse pelo Brasil contou em entrevista pouco antes da festa de abertura da loja, no shopping Village Mall, na Barra da Tijuca. O espaço de 70m2 com pegada rocker traduz na decoração o estilo da marca. Nas araras, a coleção resort 2023, com pegada havaiana, repleta de estampas florais e muito brilho, deve chamar a atenção de uma parcela das cariocas. O happening contou com as presenças de Jade Picon e de Ludmilla.
Para a presença da marca fazer sentido em solo brasileiro, Plein diz que projeta outras lojas. No ano que vem, abre a Plein Sport, que traz visual mais esportivo e materiais veganos em São Paulo, e mais um ou dois pontos de outlet. O investimento inicial é de US$ 3 milhões. “Agora estamos aqui e viemos para ficar”, revela. Dentro do mesmo pacote está a expansão para a América Latina, tendo o México como a principal praça para o ano que vem. “Temos muitas celebridades lá que amam a marca e muitos clientes que compram conosco na Europa e na América”, ilustra, acrescentando que encerra 2022 com 110 lojas pelo mundo.
Além da empolgação em retomar o crescimento da marca depois das dificuldades encontradas durante a pandemia – o designer e empresário achou que fosse falir – Plein enche os olhos quando fala da incursão no metaverso. Suas lojas já operam com criptomoeda como pagamento (o que pode vir a ser uma realidade também por aqui). Seu objetivo é agregar pessoas normais – como sua mãe, de 67 anos – e não somente os Gen-Zers nativos da Web 3.0. O carro-chefe é um prédio de quatro andares em Londres, que inclui loja e galeria de arte NFT: The MoNA, (Museum of NFT Art) que reúne a coleção NFT desenvolvida pelo coletivo CryptoKing$, um pseudônimo para a colaboração entre Philipp Plein e o artista NFT Antoni Tudisco, além de abrir espaço para jovens artistas.