Viagem

Casa de Campo: experiência sem defeitos na República Dominicana

Ser flexível é preciso! Ilha caribenha que faz fronteira com o Haiti surpreende com sua casa de campo

República Dominicana
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Em sete anos como viajante profissional, muitas foram as recompensas de uma vida dedicada à busca de experiências inesquecíveis pelo mundo. O último foi especialmente impactante e o motivo é um tanto óbvio: ver as fronteiras sendo finalmente reabertas, apesar das restrições, depois do hiato de incertezas, era o ânimo que a turma do turismo aguardava ansiosamente desde o início do sombrio 2020. 

Natureza selvagem e impactante segue como atrativo pessoal número um, desde sempre e para sempre. No primeiro semestre, os olhos encheram d’água durante as quatro horas de estrada de Denver a Aspen, culpa das imponentes (e majestosas) Montanhas Rochosas. E mal piscavam durante o sobrevôo no estonteante mar caribenho a bordo de um jato particular, com visão ampla do banco de copiloto. Quanto privilégio! Mas ser surpreendida por destinos já batidos foi, sem dúvida, a sensação mais satisfatória neste retorno à rotina. 

República Dominicana
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A primeira vez na República Dominicana, há pouco menos de cinco anos, não tinha sido das melhores — sou zero fã da maioria dos resorts all inclusive (Explora e Palmaia são claras exceções) e fujo a todo custo do turismo de massa em lugares paradisíacos, onde o silêncio e o sossego são constantemente trocados por festas de gosto duvidoso, regadas a bebida de péssima qualidade. Essa era a visão superficial e deturpada que eu tinha do país. Até ser apresentada à Casa de Campo. 

Cento e trinta quilômetros separam o aeroporto de Santo Domingo e os portões principais de um complexo de 28 km2 erguido no início dos anos 1970 em terras pertencentes à usina de açúcar nacional Central Romana. São os campos de golfe que dão tom ao lugar que ainda conta com aeroporto para aviões de pequeno porte, quadras de tênis, campo de tiro, haras, marina, capela concorrida para casamentos cinematográficos e beach club em praia particular com aquela água transparente e área para famílias completas ou apenas adultos. Carrinhos de golfe disponibilizados no check in dão autonomia ao hóspede e amenizam bem as longas distâncias (além de serem super divertidos, um dos pontos altos da experiência). 

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Inusitada mesmo é a área de Altos de Chavón, uma vila muy charmosa com ares de século 16 onde Brad Pitt, Sandra Bullock e Channing Tatum faziam as gravações de “Cidade Perdida”, com estreia prevista para março de 2022, durante a minha estadia. Apocalipse Now e Jurassic Park 2 também foram gravados às margens do rio Chavon no passado. 

Além da bela estrutura hoteleira, há mansões particulares (Oscar de la Renta desenhou e construiu uma à beira mar) e vilas inteiras que podem ser alugadas na propriedade. Ao que tudo indica, a de número 34 é a preferida das celebridades — Jay-Z, Beyoncé, Drake e Rihanna já deram check e foram fotografados no local. 

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Há ainda uma variedade incrível de restaurantes peruanos, mexicanos, contemporâneos e internacionais, mas nada supera os frutos do mar frescos e deliciosos pescados nos arredores. Causa, Chilango e Minitas são escolhas sem erro e novidades pós-reforma de 37 milhões de dólares finalizadas no início do ano

Quatro dias completos foram ótimos para dar uma geral no lugar e chegar à conclusão de que a primeira impressão nem sempre é a que fica — alguns destinos podem, sim, surpreender à segunda vista.

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