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Batata Inglesa: frita ou cozida, qual danifica mais a sua pele?

Batata inglesa pode danificar sua pele? Veja o que especialistas dizem sobre o assunto

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Foto: @iamcardib

A batata inglesa é o tipo mais consumido pelos brasileiros, tem vitaminas A, C, E, K, do complexo B, cálcio, potássio e fósforo, além de seu amido resistente ajudar o funcionamento do intestino. Mas certamente já deve ter passado na sua cabeça, a seguinte pergunta: Batata cozida ou frita. Qual é mais saudável para a pele?

Convidamos um time de especialistas para nos explicar melhor essa relação. Confira!

 
 

O açúcar é a figura entre os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. “O consumo demasiado de açúcares e carboidratos leva à glicação, processo químico no qual o açúcar em excesso no organismo se liga às proteínas, como o colágeno e a elastina, o que faz com que se tornem rígidas, fraturem e percam sua função de maneira irreversível”, explica a dermatologista Dra. Lilian Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mas o que poucos sabem é que até mesmo a maneira como preparamos os alimentos pode influenciar nesse processo e, consequentemente, no surgimento precoce dos sinais da idade. Nesse sentido, a batata frita, por exemplo, é muito pior para a pele do que a batata cozida. “Frituras por imersão, assim como outros métodos em que os alimentos são submetidos a altas temperaturas em um curto espaço de tempo, causam um processo oxidativo nos alimentos com consequente formação de AGEs, ou produtos finais de glicação avançada. Esses AGEs estão relacionados à perda da elasticidade da pele, formação de rugas, menor capacidade de cicatrização e aceleração do envelhecimento”, explica a farmacêutica Patrícia França, gerente científica da Biotec Dermocosméticos.

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Foto: Pexels
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Foto: Unsplash

Para se ter uma ideia, fritar a batata gera 87 vezes mais radicais livres (AGEs) durante o preparo do que cozinhá-la. “De maneira geral, quanto mais rápido o alimento é submetido a temperaturas elevadas, mais radicais livres são produzidos”, diz a farmacêutica. É por isso que as versões fritas dos alimentos estão entre as grandes vilãs. Por exemplo, o arroz frito é 220 vezes pior que o cozido. O mesmo vale para o ovo, que frito é 62 vezes pior que cozido, justamente pela maior formação de radicais livres durante o preparo. Em excesso, os alimentos fritos poderiam causar manchas, flacidez e rugas, já que o acúmulo desses radicais livres é apontado como um acelerador do envelhecimento.

Então, para prevenir o envelhecimento precoce, é recomendado variar os métodos na hora de preparar os alimentos. “Sempre que possível, opte por métodos de preparo que formem uma menor quantidade de AGEs, favorecendo alimentos cozidos ou preparados no vapor, por exemplo, e evitando as frituras de imersão”, recomenda Patrícia. Atente-se principalmente ao preparo de carnes, que estão entre os principais alimentos que contribuem para o acúmulo desses radicais livres. “Marinar carnes em um meio ácido, como suco de limão ou vinagre, por uma hora antes do preparo é uma excelente estratégia para reduzir a formação de AGEs”, diz Patrícia.

 
 

Além disso, para combater o processo de glicação e o envelhecimento precoce da pele, é fundamental também prestar atenção ao que você está consumindo. “É importante limitar o consumo de açúcares simples, carnes e alimentos processados e investir em uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos e alimentos integrais”, diz Patrícia França. Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), é especialmente interessante investir no consumo de fibras, gorduras boas e proteínas junto aos carboidratos. “Esses nutrientes, se forem ingeridos juntos com carboidratos refinados, doces e açúcares, reduzem a velocidade de digestão e absorção do açúcar no sangue, diminuindo o índice glicêmico e fazendo com que os níveis de glicose e insulina circulantes não aumentem tão rápido”, explica a especialista, que ainda alerta sobre a importância de prestar atenção nos açúcares escondidos que são incorporados em alimentos processados para torná-los mais apetitosos. “Sacarose, frutose, glicose, maltodextrina, glucose ou xarope de milho, dextrose, maltose, dextrina, oligossacarídeos, xarope glucose-frutose também são carboidratos simples que devem ter o consumo moderado”, explica a médica nutróloga.

É claro que é impossível abandonar de vez certos métodos de preparo, como a fritura, afinal, cada um possui uma finalidade diferente. Mas é recomendado variar os métodos na hora de preparar os alimentos. “Sempre que possível, opte por métodos de preparo que formem uma menor quantidade de AGEs, favorecendo alimentos cozidos ou preparados no vapor, por exemplo.

 

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