Amor: ainda é possível curar uma ferida em tempos tão frenéticos?
“Narrar a beleza deste encontro é poder contemplar, evocar e contornar suas sombras”, diz Laerte de Paula sobre o amor
Em tempos marcados pelo ritmo frenético, será que ainda é possível encontrar o amor pleno? De acordo com Zygmunt Bauman, “relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada”. Mas, ainda há quem acredite em um romance eterno e estável. Será que isso ainda existe? Ou vivemos a era do amor líquido?
Esse tipo de amor se caracteriza pela facilidade e rapidez de descartar o amado, pela fragilidade dos relacionamentos atuais e, o romance “o Vento, a Chama” do autor e psicanalista Laerte de Paula é um verdadeiro mergulho nessa questão, falando sobre a impossibilidade do encontro amoroso pleno.
Ao caminhar pelas ruas de sua metrópole e observar cada gesto e detalhe dos inúmeros encontros e desencontros, Laerte de Paula escreveu essa narrativa intensa e profunda sobre a eterna busca por amar e ser amado.
Laerte envolve o leitor no mistério da mulher e de seu eterno movimento de esconder-se, no qual é envolvido ao apaixonar-se por M. Mas, quem é essa mulher? É alguém que seduziria a qualquer um de nós? Quem está a salvo de tal paixão? Ele irá reencontrá-la?
Entre suas contemplações sobre a imperfeição do amor, o autor dá a conhecer sua intimidade, dividindo experiências e questionamentos como: é possível curar uma ferida de amor nestes tempos, em que somos tentados a considerar que os relacionamentos românticos são instantâneos?
Mergulhe nesses questionamentos de forma reflexiva e filosófica em seu livro, “o Vento, a Chama”, publicado pela Editora 106.