Em um movimento inédito, a Rússia anunciou que vai boicotar o Oscar 2023 e não inscreverá nenhum filme para concorrer à cobiçada estatueta da premiação. A decisão foi tomara em meio a crescentes tensões entre Washington e Moscou após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro desse ano e que ainda permanece em guerra.
A Rússia recentemente acusou o governo norte-americano de intervir diretamente na guerra e em assuntos internos, e ameaçou cortar todos os laços oficiais com o país. Algumas marcas mundialmente famosas, como Starbucks e McDonad's, abandonaram o país como forma de retaliação à decisão de permanecer em guerra.
Mas a decisão da Academia Russa de boicotar o Oscar foi uma surpresa para Pavel Tchoukhraï, chefe do comitê local do Oscar, que disse à AFP que a mudança foi feita “nas suas costas”. Desde então, Tchoukhraï renunciou.
A Rússia possui um bom histórico de projetos na categoria de Melhor Filme Estrangeiros e concorreu ao prêmio nos últimos anos com "Loveless", de Andrey Zvyagintsev, foi indicado ao Oscar de 2017. Beanpole (2019) , de Kantemir Balagov, e Dear Comrades , de Andrei Konchalovsky, foram ambos indicados para o prêmio de melhor longa-metragem internacional.
A invasão militar da Rússia levou muitos grandes festivais de cinema a proibir filmes apoiados pelo Estado russo. Também houve pedidos de boicote geral a todos os filmes russos, embora poucos grandes festivais tenham dado esse passo.