Altuzarra apresenta desfile com romantismo e beleza cotidiana
Altuzarra apresenta na NYFW um lado romântico consciente, que transita entre a beleza cotidiana e os tempos medievais
Joseph Altuzarra é um romântico consciente. Não é à toa que tem conquistado corações — quieto, na dele, provando seus pontos com calma — nos últimos anos. Neste verão, a inspiração vem da Nouvelle Vague: “a coleção abraça a beleza encontrada no cotidiano”, definiu o francês.
Além de romântico, ele é bom de criar moods: a sequência de mulheres, quase todas com os braços esquerdos ocupados com bolsas, carteiras ou cardigãs remete a um charme antigo — se você assistir ao desfile em preto & branco, é um figurino que seus conterrâneos, como Godard, aprovariam.
Mas elas não têm nada de anacrônico com os vestidos amassados e transparentes, as saias douradas mini ou nos joelhos, os casacões de alfaiaria sobre bustiês. Nem mesmo à série de garotas enevoadas sobre camadas de tule, quase noivas medievais se não mostrassem tanto as pernas. No universo Altuzarra, tudo vai bem.