Saúde do intestino pode influenciar na depressão e ansiedade
Segundo o farmacêutico naturopata, Jamar Tejada, apesar de se tratar de uma doença de cunho emocional, a depressão pode ser causada por um desequilíbrio da microbiota intestinal
Você sabia que a saúde do intestino pode influenciar na depressão e ansiedade? Segundo o farmacêutico naturopata, Jamar Tejada, o nosso intestino está tão relacionado às questões mentais que o seu mau funcionamento pode interferir diretamente em quadros de depressão e ansiedade. “Quando falamos de doenças de cunho emocional, automaticamente associamos elas ao nosso cérebro. Mas não é bem assim”, conta o profissional.
O especialista explica que, patologias como a depressão, estão diretamente associadas a baixa de serotonina, o famoso hormônio do bem-estar e, acredita-se que 95% dele seja formado no intestino, ou seja, apenas 5% é formado no cérebro”, afirma. O neuropata ainda diz que serotonina é apenas um dos mais de 30 mensageiros químicos montados no intestino. “Além disso não é à toa o fato do intestino ser chamado de segundo cérebro, nele existem cerca de 500milhões de neurônios, os mesmos neurônios que formam nosso cérebro que possui bilhões, mas esses já garantem um sistema nervoso próprio que coordena a liberação de substâncias digestivas e os movimentos que estimulam a colocará para fora o bolo fecal. ”
Outro ponto levantado, é o uso contínuo de medicamentos. De acordo com Jamar Tejada, o excesso destes pode causar um desequilíbrio na microbiota intestinal, causando danos à saúde mental. “Este é o ponto principal e que não podemos ignorar. Os medicamentos para tratar a depressão e a ansiedade são fundamentais, mas, uma vez que eles são administrados sem considerar a importância do intestino nessa equação, de nada adianta, pois o desequilíbrio deste acaba levando a outros problemas, virando um efeito cascata”, explica.
Para evitar este desequilíbrio, Tejada orienta o uso de probióticos, além de uma alimentação equilibrada e diversificada, rica em fibras, vitaminas e nutrientes. “Tanto os probióticos como a alimentação, ajudam o organismo a se proteger e trabalhar de uma forma mais harmônica e equilibrada. Os probióticos auxiliam a recompor a microbiota intestinal, através da adesão e colonização da mucosa intestinal, impedindo a adesão e produção de toxinas ou invasão das células epiteliais por bactérias patogênicas. Desta forma, o intestino funcionará em sua plena capacidade e não influenciará de maneira negativa na saúde mental. Além disso, quando a microbiota está equilibrada, ainda que haja o uso de medicamentos, o organismo trabalhará a favor e não contra, complementando o tratamento”, finaliza.